Clique nos planetas para ir direto para eles
Home > Sol > Plutão

Busca no site:

Peça já o seu e-mail (nome@astronomia.web.st) do Astronomia na Web, com Tecnologia do Google. Acesse o Formulário de Solicitação e garanta o seu.




Plutão

   

Mathews: Pluto - The Renewer

Plutão orbita além da órbita de Netuno (geralmente). Ele é muito menor que qualquer um dos planetas oficiais e agora é classificado de "planeta anão". Plutão é menor que sete das luas do sistema solar (a Lua, Io, Europa, Ganymede, Callisto, Titan e Triton).

órbita:    5.913.520.000 km (39,5 AU) desde o Sol (média)
diâmetro: 2.274 km
massa: 1,27 x 1022 kg

Na mitologia Romana, Plutão (Grego: Hades) é o deus do inferno. O planeta recebeu este nome (após muitas outras sugestões) talvez porque ele é tão longe do Sol que está em escuridão perpétua e talvez porque "PL" sejam as iniciais de Percival Lowell.

   Plutão foi descoberto em 1930 por um feliz acidente. Cálculos que depois se mostraram estar errados tinham previsto um planeta além de Netuno, baseados nos movimentos de Urano e Netuno. Sem saber deste erro, Clyde W. Tombaugh do Observatório Lowell no Arizona fez uma busca muito cuidadosa do céu que acabou por descobrir Plutão.

   Após a descoberta de Plutão, foi rapidamente determinado que Plutão era pequeno demais para ser responsável pela discrepância nas órbitas dos outros planetas. A busca do Planeta X continuou mas nada foi encontrado. E é provável que isto jamais acontecerá: as discrepâncias desaparecem se a massa de Netuno determinada pelo encontro da Voyager 2 com o planeta for usada. Não há décimo planeta. mas isto não significa que não há outros objetos lá, só que não há nada relativamente tão grande e perto como o Planeta X deveria ser. De fato, hoje sabemos que existe um grande número de pequenos objetos no Cinturão Kuiper além da órbita de Netuno, alguns aproximadamente do tamanho de Plutão.

   Plutão é o único planeta que não foi visitado por uma espaçonave. Nem o Hubble Space Telescope pode resolver mais do que as maiores estruturas da sua superfície (esquerda e acima). Uma espaçonave chamada New Horizons (Novos Horizontes) foi lançada em janeiro de 2006. Se tudo correr bem ela chegará a Plutão em 2015.

   Felizmente, Plutão tem um satélite, Charon. Por muita sorte, Charon foi descoberto (em 1978) pouco depois do seu plano orbital mover-se para uma posição mais interior do sistema solar. Foi possível então observar muitos trânsitos de Plutão sobre Charon e vice versa. Através de cálculos de que porção de que planeta seria coberto em que ocasião, e observando as curvas de brilho, os astrônomos puderam construir um mapa grosseiro das área de luz e sombra dos dois corpos.

No final de 2005, uma equipe usando o Telescópio Espacial Hubble descobriu duas minúsculas luas adicionais orbitando Plutão. Provisoriamente chamados de S/2005 P1 e S/2005 P2, eles agora são conhecidos com Nyx E Hydra. Estima-se que eles tenham entre 50 e 60 quilômertos de diâmetro.

   O raio de Plutão não é bem conhecido. O valor do JPL de 1.137 é dado com um erro de +/- 8, quase um porcento.

   Embora a soma das massas de Plutão e Charon seja muito bem conhecida muito bem (ela pode ser determinada por cuidadosas medidas do período e raio de Charon e física básica) as massas individuais de Plutão e Charon são difíceis de determinar pois requer determinar o movimento mútuo em torno do centro de massa do sistema que necessita medidas muito mais precisas -- eles são tão pequenos e distantes que mesmo o HST tem dificuldade. A relação entre suas massas é provavelmente algo em torno de 0,084 e 0,157; mais observações estão a caminho mas não conseguirão dados muito precisos até que uma espaçonave seja enviada.

   Plutão é o segundo corpo com mais contraste no Sistema Solar (depois de Iapetus).

   Até bem recentemente havia uma considerável controvérsia sobre a classificação de Plutão. Ele foi classificado como o nono planeta logo após ter sido descoberto e permaneceu assim por 75 anos. Mas em 24 de agosto de 2006 a UAI decidiu por uma nova definição de "planeta" na qual Plutão não se encaixa. Plutão agora é classificado como um "planeta anão", uma classe distinta de "planeta". Embora isto possa ser controverso no início (e certamente causa confusão com o nome deste website) esperamos que isto termine de vez com o debate sobre o status de Plutão e que daqui para diante só haja preocupação de descobrir sua natureza física e sua história.

Plutão recebeu o número 134340 no catálogo de planetas menores.

   A órbita de Plutão é altamente excêntrica. Há épocas em que ele está mais perto do Sol do que Netuno (como ficou de Janeiro de 1979 até Fevereiro de 1999). Plutão gira na direção oposta à maioria dos planetas.

   Plutão está o unido em uma ressonância 3:2 com Netuno; quer dizer o período orbital de Plutão é exatamente uma vez e meia maior que o de Netuno. Sua inclinação orbital é também muito maior que a dos outros planetas. Embora pareça que a órbita de Plutão cruza com a de Netuno, isto realmente não acontece e eles nunca irão colidir. (Veja aqui uma explicação mais detalhada.)

   Como Urano, o plano do equador de Plutão está quase em ângulo reto com o plano de sua órbita.

   A temperatura da superfície de Plutão varia entre -235 e -210º C (38 a 63 K). As regiões "mais quentes" a grosso modo correspondem às regiões que aparecem como mais escuras na luz visível.

   A composição de Plutão é desconhecida, mas sua densidade (cerca de 2 gm/cm³) indica que há uma mistura de 70% de rocha e 30% de gêlo de água assim como Triton. As áreas brilhantes na superfície parecem ser cobertas com gelos de nitrogênio com pequenas quantidades de metano (sólido), etano e monóxido de carbono. A composição das áreas escuras da superfície de Plutão são desconhecidas mas podem ser devido a material orgânico primordial ou reações fotoquímicas geradas pelos raios cósmicos.

   Pouco é sabido sobre a atmosfera de Plutão, mas ela é provavelmente constituída de nitrogênio com um pouco de monóxido de carbono e metano. Ela é extremamente tênue, sendo a pressão da superfície somente de alguns microbars. A atmosfera de Plutão pode existir como um gás somente quando Plutão está próximo ao seu periélio; na maior parte do lonogo ano de Plutão, os gases atmosféricos estão congelados no gelo. Próximo ao periélio, é provável que alguma parte da atmosfera esacape para o espaço talvez mesmo interaja com Charon. Os projetistas da missão da NASA querem chegar até Plutão enquanto a atmosfera ainda está descongelada.

   A natureza pouco comum da órbita de Plutão e Triton e a similaridade de propriedades entre Plutão e Triton sugere alguma conexão histórica entre eles. Chegou a se pensar que Plutão pudesse ter sido algum dia um satélite de Netuno, mas isto agora parece improvável. Uma idéia mais popular é que Triton, como Plutão, em alguma época moveu-se em uma órbita independente ao redor do Sol e foi mais tarde capturado por Netuno. Talvez Triton, Plutão e Charon sejam os únicos membros remanescentes de uma grande classse de objetos similares cujo restante foi ejetado para a Nuvem de Oort. Como a Lua da Terra , Charon pode ser o resultado de uma colisão entre Plutão e outro corpo.

   Plutão pode ser visto com um telescópio amador mas não é fácil. Existem vários Web sites que mostram a posição atual de Plutão (e dos outros planetas) no céu, mas cartas muito mais detalhadas e observações cuidadosas de vários meses podem ser necessárias para encontrá-lo. Cartas adequadas podem ser criadas com muitos programas planetários como o Starry Night.

Charon

   

   Charon ( "KAIR en" ) é o maior satélite de Plutão:

órbita:    19.640 km de Plutão
diâmetro: 1.206 km
massa: 1,52 x 1021 kg

   Charon foi batizado com o nome da figura mitológica que transportava os mortos que cruzavam o Rio Acheron em Hades (o inferno).

(Embora oficialmente batizado com o nome da figura mitológica, o descobridor de Charon estava também batizando em homenagem a sua esposa, Charlene.

   Charon foi descoberto em 1978 por Jim Christy. Antes disso imaginava-se que Plutão era maior já que as imagens de Charon e Plutão eram confusas e eles pareciam um corpo só.

   Charon é diferente pois ela é a maior lua em relação ao planeta que orbita no Sistema Solar (um título que já pertenceu à Lua da Terra). Alguns preferem encarar Plutão/Charon como um planeta duplo ao invés de planeta e lua.

   O raio de Charon não é bem conhecido. O valor de 586 do JPL tem uma margem de erro de +/- 13, mais que 2 porcento. Sua massa e densidade também são pouco conhecidas.

   Plutão e Charon são também únicos pelo fato de que não só Charon gira síncronamente mas Plutão também o faz: ambos mantém sempre a mesma face virada para o outro. (Isto faz com que as fases de Charon vistas de Plutão sejam muito interessantes.)

   A composição de Charon é desconhecida, mas sua baixa densidade (cerca de 2 gm/cm³) indica que ela é similar às luas geladas de Saturn (ex.: Rhea). Sua superfície parece ser coberta de água congelada. Interessantemente, isto é completamente diferente de Plutão.

   Diferente de Plutão, Charon não tem grandes estruturas de albedo; embora elas possam ser tão pequenas que não puderam aparecer.

   Tem sido proposto que Charon foi formada por um impacto gigante similar àquele que formou a Lua da Terra.

   Duvida-se que Charon tenha uma atmosfera significativa.

Mais sobre Plutão e Caronte

Questões em Aberto

  • Há uma grande incerteza mesmo sobre as mais básicas propriedades como massa, raio e densidade de Plutão e Caronte.
  • Qual a composição das áreas escuras de Plutão?
  • Que estruturas "geológicas" e processos existem em Plutão e Caronte?
  • New Horizons está a caminho; que surpresas ela nos reserva?
  • Que mudanças sazonais ocorrem durante o longo ano de Plutão?

Onde ir em Seguida


Contents ... Sol ... Netuno ... Nereid ... Plutão / Caronte ... Pequenos Corpos ... Dados ... Astronomia na Web

Copyright © 1994-2017 by William A. Arnett; última atualização: 02/10/2010


Traduzido por Luis Gustavo Gabriel